quinta-feira, 2 de maio de 2013
Sertão: entre a esperança e o medo
O cenário no interior do Rio Grande do Norte mudou nas últimas semanas. A chuva que caiu em todas as regiões do Estado transformou a paisagem em poucos dias. O cinza da vegetação sem vida deu lugar ao verde que salta aos olhos, as nuvens surgiram e o cheiro de terra molhada anima os agricultores. À primeira vista, a impressão de que a severa estiagem deu uma trégua aos potiguares convence, porém essa ainda não é a realidade. As últimas chuvas amenizaram o sofrimento, mas não garantiram, por exemplo, o abastecimento dos reservatórios. Agricultores e pecuaristas temem que o período de chuvas seja muito curto e a “seca verde” castigue a produção.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) registrou, até a última segunda-feira, um bom volume de chuvas em todo Estado. O maior acúmulo foi no município de Major Sales, a 427 quilômetros de Natal. Lá, o registro é de que já caiu 626,1mm de água. Na outra ponta da lista, está Japi, a 134 quilômetros da capital, onde choveu apenas 32,6mm. A chuva trouxe esperança para o homem do campo e foi a responsável pelo surgimento de pasto e sangria de pequenos açudes na região Oeste.
Mas as precipitações, até o momento, não chegaram a mudar de forma efetiva a realidade nos rincões do Estado. Na última terça-feira, a TRIBUNA DO NORTE percorreu parte do Seridó e região Central do RN e ouviu o relato de pecuaristas e agricultores. Há uma dualidade de sentimentos: esperança e medo. “A chuva deu uma aliviada. A gente não tinha nem onde levar o gado para comer. Agora, tem. Mas se não chover mais, tudo vai se perder”, resumiu Pedro de Brito, 49 anos, pequeno criador no município de São José do Seridó.
O criador estava, na manhã da última terça-feira, cuidando de oito cabeças de gado que comiam a vegetação rasteira que nasceu às margens da RN-288. “Vendi as outras nove cabeças de gado que tinha. Ficaram essas e escaparam por pouco. Não fosse as chuvas da semana passada, a coisa estava bem pior”, disse Pedro de Brito. Segundo a Emparn, em São José do Seridó, choveu 256 mm até a última segunda-feira.
O mato – conhecido como babuge – que nasceu recentemente é motivo de alegria, mas também de preocupação. Alguns animais passam mal depois de ingerir o alimento e é preciso cuidado para que eles não morram. “O gado, morto de fome, come muito a babuge. Às vezes tem lagarta no meio do mato e isso dá dor de barriga no gado”, explicou Pedro de Brito. Devido às dores, os animais deitam no chão. Alguns morrem.
Previsão do tempo para o Nordeste
Lucro do Facebook cresce 6,8%, e base de usuários, 23%
O Facebook registrou lucro líquido de 219 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2013, alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado (205 milhões), segundo informou a companhia na quarta-feira (1º). A rede social também teve um acréscimo em sua base de usuários no mesmo período, alcançando 1,1 bilhão de cadastrados – alta de 23%. Foi o quarto resultado financeiro apresentado pela rede social desde que se tornou uma empresa de capital aberto, em maio de 2012.
A rede social informou que sua receita trimestral deste ano foi de 1,46 bilhão de dólares, um aumento de 38% em relação ao registrado no mesmo período de 2012: 1,06 bilhão. Desse montante, 1,25 bilhão provém de publicidade, o equivalente a 85%. O registro está ligeiramente acima do 1,4 bilhão esperado por analistas financeiros, segundo a versão digital do jornal americano The Wall Street Journal.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Ministro Joaquim Barbosa vai a Costa Rica falar sobre liberdade de imprensa
O ministro Joaquim Barbosa fará o principal pronunciamento na sessão plenária de sexta-feira (03), cujo tema é a questão da impunidade – proposto pela Associação Interamericana de Imprensa (Iapa). De acordo com a Iapa, “em anos recentes, o percentual de crimes contra jornalistas com culpados condenados é de apenas um em 10 casos", o que é “um sinal para que o público em geral se cale em face da corrupção, de danos ao meio ambiente e de violações dos direitos humanos”.
Se houver novo acordão entre Alves e Maia pode surgir novo fenômeno no RN
Também se não for Walter Alves o herdeiro do partido historicamente privado no Rio Grande do Norte, também não será um nome capaz de ameaçar o patrimônio familiar. Um bom acordo pode ser a saída?
O senador Garibaldi Filho ter descartado com muita antecedência o apoio a Robinson Faria, limpando a área de estranhos. Quem sabe a família também aguarda o desempenho de Carlos Eduardo em Natal?
Foi assim, entre Alves e Maias, acordão velado de controle do poder, que nasceu o fenômeno Wilma de Faria com o discurso de guerreira. Não precisou nem ser uma renovação. Bastou só ser contra deles.
Assinar:
Postagens (Atom)
